Ja ouviu falar em auto sabotagem?

Por Paola Otaran, Psicóloga

Diante de uma situação de mudança, ainda que positiva, muitas pessoas tendem a não arriscar e a deixar tudo como está, movidas pelo medo do que essas escolhas podem trazer para sua própria vida. Mas, e quando isso impede de alcançar os objetivos? Este comportamento de inércia nos revela algumas crenças bem antigas.

Quando criança, somos conduzidos a pensar que não devemos conversar com estranhos, por que isso é algo perigoso, e o perigo pode nos prejudicar de alguma forma. Deste modo, na vida adulta, muitas vezes, a pessoa acaba preferindo ficar no emprego insatisfeito ou mesmo em uma relação infeliz do que ousar diante de uma situação nova, logo estranha. Embora havendo evidências de que pode ser bom. O medo possui a função instintiva de proteção, podendo ativar reações como luta ou fuga. No entanto, o medo aliado a algumas crenças disfuncionais podem desencadear comportamentos de paralisia e sabotagem diante de algo novo. Sendo assim, se termina por confirmar as próprias crenças de que “ a vida vai ser sempre assim”, ou de que “as coisas não prosperam, não importa o que eu faça.”

Todos nós queremos ter abundância na vida, seja na área financeira, profissional ou afetiva. O problema é que crescemos ouvindo que não podemos ter tudo o que desejamos. De repente, a pessoa está bem na vida amorosa e o trabalho não está bem. Então pensa: “ Viu só?! Não é possível ter tudo na vida! ” Mas, e quem disse que você não pode ter tudo o que deseja?

Entenda, ter tudo o que se quer, não significa ter tudo na vida. Se te perguntassem: Você aí, desejaria ter um avião? Talvez você me responderia: Sim, desejaria! Mas e se a pergunta fosse: “Você desejaria ter todos os aviões do mundo só para você? Possivelmente responderia que não, pois necessita de apenas um para suprir seu desejo.

Então vejamos: O que nos faz pensar que não podemos ter aquilo que queremos? O que há de errado em desejar e alcançar tudo o que se quer? Algumas pessoas criam bloqueios diante de ideias de sucesso e adotam comportamentos de auto sabotagem como forma de confirmar suas crenças disfuncionais de insucesso, movidas por emoções como o medo, por exemplo. Se sou alguém que desejo ser aprovado em um concurso público, mas não me considero capaz, não estudo e consequentemente não obtenho um bom resultado na prova. Na verdade, o medo não é da prova em si, e sim de uma possível falta de habilidades, ou fracasso no desempenho da tarefa. Mas e se não houver faltas? E se tudo for melhor do que é hoje? Então a sabotagem foi desnecessária. E acredite, quase sempre é!

Por trás deste tipo de comportamento, muitas vezes, está a crença de não ser merecedor de coisas boas e com o auxílio dos comportamentos sabotadores a pessoa permanece estagnada e por vezes mergulhada em frustração. A Terapia Cognitivo Comportamental surge como auxilio na identificação e compreensão dos sentimentos e crenças e na e estruturação dos pensamentos disfuncionais que levam a comportamentos de auto sabotagem.

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