O peso do rótulo

Por Fernanda Pazzim, psicóloga na Crauss Psicologia

Quantas pessoas você conhece que chama refrigerante de cola de Coca Cola, ou ainda chama qualquer curativo adesivo de band-aid ou achocolatado de Nescau? Isso prejudica as demais empresas, uma vez que apenas o rótulo de um produto é lembrado. E se isso prejudica uma empresa, imaginem o que faz com as crianças?
Ninguém é só hiperativo, irritado, ansioso, depressivo, autista, bipolar, entre outros. Por trás dessas doenças, existem histórias, existem sonhos, existem pessoas.
Não bastassem esses rótulos que classificam crianças como laudadas, ainda existem as “não laudadas” que são aquelas que apresentam características comuns de algum sintoma, porém não existe nenhum laudo que indique que a criança apresente um diagnóstico e mesmo assim, ouvimos pessoas querendo classificá-las de alguma forma e sendo assim, utilizam esse termo.
Um diagnóstico é sim importante para nos guiar em um tratamento, mas reduzir as pessoas, transformando-as em UM DIAGNÓSTICO, não auxilia, só atrapalha. Muitas pessoas se apresentam referindo seu “rótulo”, criam uma identidade com esse rótulo, o que limita as atitudes de mudança. Pessoas são muito mais do que as impressões que temos delas. O que você tem por dentro, você conhece? Deixe os seus rótulos de lado e seja você mesmo.

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